Fiz da minha Quarta um Sábado.
Fiz do meu quarto um Sábado.
E do silêncio, um hino ao seu adormecer.
Fiz do desejo um córrego.
Fiz do seu beijo um hálito.
E do acaso, um pretexto pra te ver.

Agora, se ouso pensar que me escutas.
Fogem-me as palavras, e afoga-me o sentimento.
Enquanto o exercício me afaga, sua forma me embriaga.
Traga-me e me dá tonteira sem qualquer dimensão.
Portanto, à deriva aos poucos me encontro;
O vento se apavora ao me roçar de solidão.

Fiz da impaciência uma rotina.
Fiz da imprudência, a minha sina.
E das desfeitas, um prazer pra insegurança.
Fiz da agonia minha riqueza,
Fiz novas forças na gentileza
E da sutileza, poderes de esperança.

(Eder Quirino)

Um comentário:

Quirinus disse...

Olá, senti-me deveras honrado ao ver uma extensão do meu trabalho como poeta postada em seu blog.
Quero convidar você e seus amigos para conhecer minha vertente como compositor, num prévia do cd Surpresa Boa, no meu MySpace:

www.myspace.com/ederquirino

Por gentileza, gostando ajude a divulgar.
Grande abraço e muita luz!